12/02/2020
Paraná reforça defesa sanitária com inauguração de novo posto de fiscalização
Obra custo 1,3 milhão

O novo Posto de Fiscalização de Trânsito Agropecuário em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba, na divisa com o estado de São Paulo, foi inaugurado na tarde desta terça-feira (11/02). A obra, que custou R$ 1,3 milhão, foi financiada com recursos de cooperativas do Paraná, que repassaram cerca de R$ 1,4 milhão ao Fundo de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Fundepec). Além do PFTA de Campina Grande do Sul, o apoio financeiro das cooperativas também foi destinado à reforma dos postos instalados nos municípios de Santa Mariana e Ribeirão Claro. Com a nova estrutura, o Paraná reforça sua defesa sanitária, essencial para que o estado conquiste o status de Área Livre de Febre Aftosa sem vacinação.

 

Presenças - A solenidade de inauguração contou com a presença do secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, do diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, do presidente do Sistema Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), José Roberto Ricken, do presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, do presidente do Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária do Paraná (Fundepec), Ronei Volpi, da chefe do Serviço de Fiscalização de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Juliana Bianchinni, e do superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, além de autoridades municipais e profissionais da Secretária de Agricultura e Adapar.    

 

Estrutura - As obras do novo posto, localizado na Rodovia Regis Bittencourt, km 11, começaram em agosto do ano passado e a área construída é de 51,73 metros quadrados. Essa unidade era uma das exigências do Ministério da Agricultura para que o Paraná prepare sua estrutura de fiscalização e conquiste o status de Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação. Oito técnicos da Adapar trabalharão, em regime de revezamento, no atendimento.

 

Vigilância O secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, disse que esse é um esforço de longo prazo na ampliação da vigilância no Paraná e falou sobre outras iniciativas como o Fundepec, que tem aproximadamente R$ 79 milhões para eventuais indenizações, das 33 unidades de fiscalização da Adapar, com o avanço da vigilância ativa e passiva, além da capacitação do seu corpo técnico.

 

Concurso Citou também o cadastro de animais e, mais recentemente, a publicação do edital de concurso público com 80 vagas para veterinários e técnicos agrícolas, para ampliar a equipe da Agência. “Avançamos bastante para a construção de um ambiente sanitariamente adequado”, disse o secretário. “Quem vai trabalhar aqui nesse posto tem um papel muito relevante. Tudo foi feito para evoluirmos e mostrar ao mundo uma cara limpa”, acrescentou.

 

Parceria - O diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, reforçou a importância da parceria entre poder público e iniciativa privada em todo o processo. “Sem a participação efetiva da iniciativa privada não teríamos condição de fazer isso. É um marco importante para o Paraná, em busca desse status”, disse. Desde outubro de 2019 está proibido o uso e comercialização da vacina contra febre aftosa no Paraná. E, desde o dia 1º de janeiro deste ano, não é permitido o ingresso de animais vacinados no Estado, exceto os destinados para o abate imediato.

 

Cooperativismo - Segundo o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, o cooperativismo paranaense sempre esteve pronto a contribuir para a construção e melhoria da defesa sanitária estadual, seja na difusão de informações aos produtores, seja atuando em parceria com demais entidades em ações políticas de defesa da agropecuária do Paraná. “O trabalho em cooperação já colhe os primeiros resultados, mas há muito ainda a fazer. É uma ação contínua que depende do engajamento dos produtores, governo e iniciativa privada. É um esforço que vale a pena, pois fortalecerá a posição do Paraná como um grande fornecedor mundial de proteína animal, produto que tem alto valor agregado, ampliando a renda dos produtores, gerando empregos e desenvolvimento sustentável em todo o estado”, afirmou.

 

Estratégia - Na opinião do superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, a inauguração do posto de fiscalização de Campina Grande do Sul é um avanço importante na estratégia do Paraná em conquistar o status de área livre de febre aftosa sem vacinação. “O setor cooperativista compreende o retorno positivo que isso trará a toda a economia do estado. É uma ação que irá beneficiar não só o agronegócio, mas toda a economia paranaense”, disse.

 

Nova história Para o presidente da Faep, Ágide Meneguette, o novo status vai aumentar a demanda para exportação do Paraná. “Com esse trabalho, estamos escrevendo uma nova história para a agropecuária paranaense”, afirmou. Na visão do presidente Fundepec, Ronei Volpi, a conquista dobra a responsabilidade no trabalho de reforço na vigilância. “Não podemos vender só produtos, precisamos vender credibilidade”. Por sua vez, a chefe do Serviço de Fiscalização de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Juliana Bianchinni, parabenizou o Paraná pelo trabalho de fortalecimento do sistema de defesa agropecuária. (Com informações da Agência Estadual de Notícias)


Nenhum comentário até o momento...



Sindicato Rural - Rua Paraná, 3937 - Centro - Cascavel /PR - Fone (45) 3225-3437