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16/04/2019
Ano-meta para erradicação da aftosa pode não ser alcançado, diz jornal Estadão
Auditoria feita pelo Mapa teria constatado algumas falhas na condução do plano estratégico

Um calhamaço de 83 páginas disponível no site do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) explica o “Plano Estratégico” do Programa Nacional de Febre Aftosa (Pnefa). No entanto, tal documento estar preste a ficar obsoleto justamente no ponto mais importante do grandioso programa traçado pelos agentes do governo federal: a tão almejada data escolhida para a conclusão final do processo regional de transição de zonas livres de febre aftosa com vacinação para livre sem vacinação, com reconhecimento pela OIE – Organização Mundial de Saúde Animal.

Segundo texto publicado nesta segunda-feira pelo jornal O Estado de S. Paulo, não será possível mais cumprir o prazo final estipulado para a retirada total da vacina de febre aftosa nos chamados cinco blocos da Federação – até 2023. “Não se sabe se haverá nova diretriz ou cronograma do plano, mas o prazo de 2023 com certeza acabou”, disse uma fonte ao Estadão, sem que fosse identificado o nome do informante.

A decisão de revisar o Pnefa foi tomada na última quinta-feira durante reunião da Câmara Setorial de Bovinocultura de Corte, segundo relata o jornal. A matéria diz que uma auditoria feita pelo Mapa constatou “falhas em serviços estaduais que deveriam cumprir exigências mínimas para que a vacina fosse gradualmente retirada”, citando a “falta de postos de fiscalização, estruturas para análise de risco e a execução de estudos epidemiológicos”.

Ainda segundo a reportagem, durante a auditoria do Mapa, São Paulo teve uma das piores avaliações: “tirou nota 1 em uma escala que vai até 5”.

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