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Hospital de Retaguarda ativa 10 leitos de UTI e 5 de enfermaria

Unidade leva o nome de Allan Brame Pinho, gestor de saúde que faleceu em um acidente
  • Data de publicação: 19/05/2020

Salvar o maior número de vidas possíveis. Esse é o pilar primordial que guia as decisões do governo municipal, especialmente nesse momento de pandemia do novo coronavírus (Covid-19). E é seguindo esse lema que foram ativados nesta segunda-feira 10 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 5 de enfermaria no novo Hospital de Retaguarda, que tem seu local no antigo Hospital Santa Catarina. A partir das 19h de hoje, a unidade já estará apta a receber pacientes.    
O Hospital de Retaguarda leva o nome de Allan Brame Pinto, gestor de saúde que faleceu em 2008 vítima de um acidente de moto. A homenagem foi justamente por conta de todo o trabalho em prol da saúde realizado pelo profissional no Município, afirma o prefeito Leonaldo Paranhos. “Esse jovem tinha uma expectativa enorme de ser um grande gestor de saúde pensando na comunidade. Por isso, é exatamente símbolo do nosso Hospital, que tem aqui a expectativa de ter a saúde cada vez mais humanizada e consolidada para nossa população”, frisa Paranhos. 
Para a mãe de Allan, Jane Micza Pinho, a homenagem toca bem fundo no coração. “Estou emocionada. É uma grande honra. Espero que isso não seja passageiro, que seja eterno, porque a população precisa. Acredito que meu filho estaria muito orgulhoso”, conta. 
HOSPITAL O Hospital de Retaguarda Allan Brame Pinho é uma iniciativa do Município de Cascavel e sua gestão será realizada juntamente com o Consamu (Consórcio de Saúde dos Municípios do Oeste do Paraná). 
O Hospital terá capacidade para 68 leitos de atendimento, que serão abertos gradativamente. Inicialmente, o Hospital atenderá a comarca de Cascavel e, após o aporte financeiro do Governo do Estado do Paraná, atenderá a 10ª e 20ª Regional de Saúde, conforme fluxo a ser estabelecido pela Regulação de Leitos. “É uma grande parceria do Município com o Consórcio. O objetivo é atender a população e melhorar os atendimentos das UPAs e dos hospitais da região, uma vez que ampliará o número de leitos de UTI, principalmente para atendimentos de baixa e média complexidade”, explica o diretor-geral do Cosamu, José Peixoto. 
A estrutura foi montada com equipamentos de tecnologia avançada, equipe de atendimento qualificada, exames laboratoriais e de imagem e prestação de serviços como hemoterapia e hemodiálise à beira leito. 
O Hospital está funcionando em paralelo à UPA Brasília, que está instalada temporariamente no prédio do antigo Santa Catarina até a conclusão da reforma da Unidade de Pronto Atendimento, algo previsto para junho. 
Para o secretário de saúde de Cascavel, Thiago Stefanello, o Hospital de Retaguarda é uma importante conquista. “É um compromisso da nossa administração, algo que vem num momento muito importante para a cidade de Cascavel. Para seu funcionamento integral, o Hospital depende da saída da UPA Brasília, mas neste momento estamos entregando à população o que é mais importante. Esperamos assim contribuir para salvar ainda mais vidas”, frisa o secretário. Após a reforma e abertura do Centro Cirúrgico, além de pacientes clínicos, o Hospital também terá capacidade para realizar cirurgias de baixa e média complexidade, de casos agudos e crônicos, diminuindo desta forma também, as filas de espera de cirurgias de urgência e eletivas.
O prefeito Leonaldo Paranhos lembra que o Hospital Santa Catarina estava fadado ao fechamento total quando surgiu a iniciativa do governo municipal de tomar a responsabilidade de fazer a estrutura funcionar em benefício da população. “Até geograficamente esse hospital atende nossas necessidades. E saiu do zero, tinha uma estrutura muito grande, mas bastante obsoleta, tivemos que transformar tudo isso, sonhar e correr atrás de projetos e para finalmente conseguir entregar uma UTI num momento tão difícil como esse. Enquanto o mundo todo corre atrás de respiradores, nós já estamos entregando a UTI montada com os respiradores”, afirma o prefeito. 
Para o início da operação destes 15 leitos iniciais, o Consamu contratou 65 profissionais que já encontram-se aptos para o início das atividades, sendo eles, 15 médicos, 12 enfermeiros, 24 técnicos em enfermagem, 3 técnicos em farmácia, 1 farmacêutico, 1 assistente social, 2 fisioterapeutas e 7 agentes administrativos.

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